REVISTA RIO SAMBA E CARNAVAL

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O primeiro Programa Oficial dos Desfiles das Escolas de Samba do Rio de janeiro, como Maurício Mattos sempre se referia a Revista Rio Samba e Carnaval, que nasceu da mente visionária e empreendedora de um jovem que atuava como contato publicitário de uma revista da CBD - Confederação Brasileira de Desportos, onde trabalhava diretamente com o lendário Dr. João Havelange, o qual o ajudou nessa empreitada.


A ideia começou a ser gestada em 1971, quando já atuando em sua amada Portela, fazia parte da diretoria da Associação das Escolas de Samba do Estado da Guanabara,  que  organizava  os  desfiles,  na  gestão do presidente Amaury Jório. Em sua atuação como divulgador, propôs a criação de uma revista sobre os desfiles, que foi recusada. Com a resposta negativa, decidiu lançar o projeto sozinho.

 

No ano seguinte, em 1972, montou uma "boneca" da revista e mostrou-a para  o  Dr. João Havelange, que achando uma excelente ideia, decidiu ajudá-lo promovendo  um  encontro  do  seu  jovem  colaborador  com,  nada  menos que, Dr. Roberto Marinho, sim o todo poderoso das organizações Globo, que achou uma excelente iniciativa, mas passou a decisão para seu filho, Roberto Irineu, diretor da Rio Gráfica Editora na época, que perguntou ao Maurício: “Você vai pagar como a impressão?” Maurício não possuía nenhuma recurso, somente uma imensa vontade de realizar, então pediu crédito e até ofereceu um imóvel de família, que obviamente não foi aceito. Mas Roberto Irineu viu tanto entusiasmo no jovem que aceitou sua proposta, de vender antecipadamente os anúncios que custeariam a publicação. E assim o fez.  Dr. João Havelange também pediu apoio ao Dr. Adolpho Bloch, fundador do grupo de mídia que levava seu sobrenome - o criador da Revista e Rede Manchete, que também reconheceu a relevância do empreendimento e cedeu todas as imagens para Maurício - o sucesso estava desenhado.

A revista foi tão bem aceita pelo mercado, que em sua primeira edição obteve publicidade de grandes empresas e marcas da época, como:  Esso,  Royal Label,  Loyd Brasileiro,  CCPL,  Brastel, Skol  e  Brahma,  Postos  Atlantic, Cia. Aérea Cruzeiro, Ducal ( tendo Pelé como garoto propaganda),  entre outras, quem viveu esta época é testemunha que para uma primeira edição o êxito foi significativo, e destacamos também a Light como anunciante principal, por ter comprado não apenas um anúncio, mas uma matéria publieditorial com o título "Quem acende o Carnaval".

 

A primeira capa foi a atriz e passista do Império Serrano, Esmeralda Barros. A publicação trazia textos em quatro idiomas: português, inglês, francês e espanhol. Por décadas foi a única e podemos afirmar que ainda é a mais relevante publicação do Carnaval até hoje. Sua capa tornou-se objeto de desejo de muitas mulheres famosas e anônimas, que se destacavam nos desfiles, entre elas: Pinah, Luíza Brunet, Juliana Paes, Valéria Valença, Beth Andrade, Adriane Galisteu, Grazi Massafera, Viviane Araújo, Selminha Sorriso, Maria Rita entre outras. Mas nas datas comemorativas sempre destinou a honra as mulheres de sua vida, esposa e filha, Tania e Samantha Mattos. Os textos contaram com a contribuição de Artur da Távola, Aldir Blanc, Ferreira Gullar, Nei Lopes, Sérgio Cabral, José Carlos Rego, Helena Theodoro, Ricardo Cravo Albin, Ancelmo Góis, entre outros. Em algumas edições contou com a programação visual e ilustração do ilustre Mello Menezes.

 

A revista Rio Samba e Carnaval consolidou-se como uma ode ao Rio, ao Samba e ao Carnaval, documentando através do tempo as transformações do Maior Espetáculo da Terra.

Neste ano, 2021, comemoramos seu cinquentenário, aguardando o próximo carnaval para lançar a Edição de número 50.

 

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